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Mais do que produzir vinhos de altitude, a Vinhedos do Monte Agudo, em São Joaquim, aposta na integração entre gastronomia, turismo e atendimento personalizado para proporcionar experiências aos visitantes. A estratégia tem acompanhado o crescimento do enoturismo na Serra Catarinense e contribuído para consolidar a região como um dos principais destinos brasileiros voltados à cultura do vinho.
O diretor da vinícola e sommelier Leônidas Rojas Ferraz afirma que o empreendimento nasceu da paixão da família pelo universo da vitivinicultura e evoluiu ao longo dos anos acompanhando o desenvolvimento do setor na Serra.
A propriedade foi adquirida em 2004, enquanto o plantio das primeiras mudas ocorreu em 2005. A primeira safra comercial foi colhida em 2008.
“Foi um começo cheio de desafios, mas deu certo”, relembra.
Vinho, gastronomia e turismo caminham juntos
Desde 2013, a Vinhedos do Monte Agudo ampliou sua atuação ao investir em experiências de enogastronomia.
Hoje, a programação inclui degustações orientadas, almoços harmonizados, piqueniques entre os vinhedos, eventos corporativos, casamentos e o tradicional Sunset Wine & Music, que reúne vinho, música ao vivo e gastronomia durante o pôr do sol.
Segundo Leônidas, toda a operação permanece sob gestão familiar.
“Minha tia é a chef de cozinha, minha irmã é enóloga, outra irmã cuida da área comercial e meu pai participa do receptivo. É um projeto construído por toda a família.”
O restaurante da vinícola trabalha com menu degustação renovado mensalmente, valorizando ingredientes típicos da Serra Catarinense, como pinhão, truta, cogumelos e maçã.
Sommelier aproxima o vinho do consumidor
Formado em Engenharia Mecânica, Leônidas decidiu dedicar-se integralmente à vinícola em 2016, quando o crescimento do empreendimento passou a exigir acompanhamento permanente.
Durante a entrevista, ele explicou que o trabalho do sommelier difere da atuação do enólogo.
Enquanto o enólogo conduz todo o processo de elaboração do vinho, do cultivo das uvas ao engarrafamento, o sommelier atua na experiência do consumidor, indicando rótulos, harmonizações e orientando cada cliente conforme suas preferências.
“O enólogo vai da uva até a garrafa. O sommelier vai da garrafa até a mesa.”
Para ele, a escolha do vinho está diretamente ligada ao gosto pessoal.
“O melhor vinho é aquele que a pessoa mais gosta.”
Produção prioriza qualidade e coleciona premiações
A Vinhedos do Monte Agudo produz atualmente entre 20 mil e 30 mil garrafas por ano, distribuídas em dez rótulos elaborados a partir das variedades Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Sauvignon Blanc e Chardonnay.
A vinícola prepara ainda o lançamento de um novo vinho elaborado com Riesling Renano.
Os rótulos integram a Indicação Geográfica dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina e acumulam premiações em concursos nacionais e internacionais.
Entre os destaques está um Chardonnay envelhecido por 14 meses em barricas francesas.
Segundo Leônidas, os barris utilizados no amadurecimento dos vinhos ganham novo uso após o ciclo produtivo, sendo transformados em móveis e elementos da estrutura da própria vinícola.
Turismo impulsiona novos investimentos
Grande parte dos visitantes da Vinhedos do Monte Agudo vem de Santa Catarina, mas a vinícola também recebe turistas de estados como São Paulo e Rio de Janeiro.
Com o crescimento do fluxo turístico, a família já estuda ampliar a estrutura de hospedagem na propriedade.
“A produção acompanha o crescimento das vendas e do turismo. Nosso próximo passo pode ser investir em pousadas, cabanas ou chalés.”
Na avaliação de Leônidas, o fortalecimento do enoturismo beneficia toda a cadeia produtiva da Serra Catarinense.
“O enoturismo em São Joaquim cresce a cada ano e isso fortalece toda a região.”

Esta reportagem faz parte do Estúdio de Inverno 2026, projeto dos veículos UNITVSC, portais Notisul e UNITV de Tubarão, Litoral Sul, NotíciasSC e Destaque Santa Catarina de Criciúma, além das rádios Jovem Pan News de Criciúma, Araranguá e Tubarão.

